
Ninguém pede demissão da empresa: pede demissão do gestor
Você já trabalhou numa empresa excelente e mesmo assim contava os dias para sair? Ou ficou anos num lugar comum só porque a pessoa que liderava seu time fazia toda a diferença?
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Carla Medrado
Consultora em Cultura, Liderança, Gente e Gestão, Bem-Estar e Felicidade Organizacional
Founder da IN Sight

Você já trabalhou numa empresa excelente e mesmo assim contava os dias para sair? Ou ficou anos num lugar comum só porque a pessoa que liderava seu time fazia toda a diferença?

O que faz um lugar ser bom para trabalhar? A resposta intuitiva costuma vir cheia de benefícios: salário, day off no aniversário, plano de saúde robusto, home office flexível…

Há mais de 25 séculos, filósofos gregos, como Heráclito, nos ensinaram que o mundo está em constante transformação. Em suas palavras: “não se pode entrar duas vezes no mesmo rio.” Ele nos revelou que o movimento e a mudança são as únicas certezas da realidade

O trabalho mudou. Se a forma de trabalhar se torna cada vez mais distribuída, fragmentada e mediada por tecnologia, não faz sentido manter sistemas de gestão de pessoas desenhados para outro mundo: o do escritório, do horário fixo e da carreira linear.

Por muito tempo eu acreditei que meu problema era o tempo. Que ele era curto, escasso, ingrato. Que se eu tivesse só mais uma horinha no dia, tudo se encaixaria melhor. Mas um dia eu percebi: o problema não era o tempo. Era eu mesma.

Passei 25 anos sentada do lado de dentro da mesa executiva. Fui C-level em empresas grandes, multinacionais, dessas que aparecem em capa de revista. Vivi de perto o que a maioria dos livros de gestão só descreve de fora: a pressão por resultado, a solidão de certas decisões, e também a alegria real de ver um time crescer junto